Tiago Soliman, Advogado

Tiago Soliman

Getúlio Vargas (RS)

Sobre mim

Advogado Especialista em Direito Previdenciário
Juntamente com meu pai, Laurides Soliman, possuímos mais de 40 anos de experiência na área, atuando no planejamento da aposentadoria (para que a pessoa possa contribuir sabendo quanto vai receber no futuro), no encaminhamento dos benefícios junto ao INSS, e também em processos judiciais, muitas vezes necessários para fazer valer o direito ao benefício.

Principais áreas de atuação

Direito Previdenciário, 100%

É um ramo do direito público surgido da conquista dos direitos sociais no fim do século XIX e iní...

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Tiago Soliman, Advogado
Tiago Soliman
Comentário · há 9 anos
Freud abandou e passou a condenar o uso da cocaína ao perceber que era viciante.
Comparar Coffe Shops holandeses à Cracolândia é um pouco demais.
Maconha e craque são drogas bastante distintas e que causam níveis de dependência bem diferentes. Além disso, a cannabis possui propriedades medicinais e o craque, até onde se sabe, não.
Descriminalizar o usuário é uma coisa, manter um espaço dominado por traficantes é outra bem diferente.
A Cidade e o Estado de São Paulo não possuem competência legislativa para liberar o porte, consumo e, muito menos, a venda de drogas.
O tabaco e álcool são altamente taxados, e a maior parte do valor pago pelo consumidor corresponde a impostos. Então, legalizar provavelmente não diminuirá o preço das drogas.
Ademais, a alta taxação visa, justamente, encarecer o produto final para desestimular o uso, então, o drogadito que tenha pouco dinheiro vai continuar a roubar para comprar droga.
Do meu ponto de vista a dispersão da Cracolândia é uma medida de saúde pública, e não de higienização.
Acho difícil que algum assistente social tivesse algum sucesso em tentar entrar na Cracolândia para tentar convencer alguém a largar o vício. Acho que o mais provável é que apanhasse dos traficantes.
O usuário de drogas não prejudica somente a sua saúde. Prejudica a saúde de familiares e amigos, que sofrem, e muito, com o vício do outro.
O autor faz a comparação com o suicídio, dizendo que a pessoa que o tenta não pode ser punida, contudo, pune-se a pessoa que, vendo que outro tenta se matar não faz nada ou, pior, o incita a cometer o ato. Do mesmo modo, o drogadito (mais especificamente, os viciados em craque da Carcolândia) está, lentamente, se matando. Não é mais humanitário tentar salvar a vida deste cidadão, tentando tirá-lo do vício, do que fornecer-lhe drogas de graça ou em uma farmácia?
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